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Falar inglês ajuda comissários de bordo a voarem cada vez mais longe

  • Foto do escritor: Jonas Barbetta
    Jonas Barbetta
  • 18 de jul. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 29 de jul. de 2025

Embora não exista uma lei que obrigue tripulantes de cabine a serem fluentes, dominar uma segunda língua abre portas para quem visa às rotas internacionais 

Dados da Iata - Associação Internacional de Transporte Aéreo - mostram que em 2024 as 340 companhias aéreas associadas, que juntas somam cerca de 80% do tráfego mundial, registraram 4,89 bilhões de passageiros em todo o mundo. Com o mercado do turismo cada vez mais crescente, a demanda por profissionais do setor aéreo oferece oportunidades para quem deseja trabalhar na aviação e, entre as inúmeras possibilidades, está a profissão de comissário de bordo - ou tripulante de cabine.

 

Embora muitas pessoas ainda associem a profissão a apenas recepcionar os passageiros na porta do avião e servir as refeições e bebidas durante o voo, o trabalho do comissário vai muito além disso, sendo ele responsável pela segurança de todos a bordo, desde orientar sobre procedimentos de emergência, monitoramento da cabine e comportamentos suspeitos, até prestar primeiros socorros.

 

Na maioria dos casos, a primeira oportunidade de um comissário se dá em companhias aéreas menores e fazendo rotas mais curtas, porém não demora muito a crescer na carreira. Para quem busca empresas mais renomadas e pretende trabalhar em voos internacionais, um dos requisitos básicos é dominar um segundo idioma, geralmente o inglês, língua universal da aviação desde 1944, após a assinatura da Convenção de Chicago - acordo assinado por diversos países e que deu os primeiros passos para a padronização mundial da linguagem da aviação civil.

 

"O conhecimento e a fluência, principalmente no inglês, é importantíssimo na hora de um processo seletivo, mas não é somente isso, porque à vezes tem alunos que falam muito bem, mas não desenvolvem a parte emocional, técnica, comportamental e espiritual. Eu digo que [o idioma] não é o mais importante, mas são pilares que caminham juntos e levam a conquistar a tão almejada vaga dentro de uma companhia aérea", destaca Dayane Souza, fundadora, diretora e treinadora da Escola de Aviação Voe Alto, de Pindamonhangaba - SP.

 


A ex-comissária Dayane Souza; após 10 anos na profissão e com passagens pela Vasp e Tam, fundou a escola Voe Alto, onde oferece cursos na área da aviação (foto: arquivo pessoal)
A ex-comissária Dayane Souza; após 10 anos na profissão e com passagens pela Vasp e Tam, fundou a escola Voe Alto, onde oferece cursos na área da aviação (foto: arquivo pessoal)

Como em toda carreira, a experiência e diversificação de habilidades profissionais proporcionam maiores possibilidades de o trabalhador obter salários mais altos. O rendimento base de um comissário, de acordo com o Sindicato Nacional dos Aeronautas, é de R$ 2.694,79 + diárias, mas a média fica entre R$ 8 mil e R$ 10 mil, podendo ser ainda maior em companhias internacionais.

 

"O idioma vai abrindo portas, porque dentro de uma companhia você tem a oportunidade de crescer, de começar em voos nacionais e depois internacionais. As diárias e benefícios que o tripulante tem, e podendo receber na moeda do país, são oportunidades que trazem aumento salarial", ressalta Dayane.

 

COMO SE TORNAR COMISSÁRIO DE BORDO?

 

Para conseguir uma vaga em uma companhia aérea, o candidato precisa ser maior de idade e ter ensino médio. Deve ainda fazer um curso homologado pela Anac - Agência Nacional de Aviação Civil - e posteriormente fazer um exame teórico no mesmo órgão federal para obter o certificado médico aeronáutico (CMA), além de diversas outras certificações para poder exercer a profissão.

 

Sonho de muitas pessoas, a vida de um tripulante de cabine não é só viajar todos os dias para um lugar diferente; requer muito estudo e encarar desafios que precisam ser superados diariamente.

 

"As dicas que dou para quem quer se tornar comissário são: se dedique, tenha disciplina, busque pelo autoconhecimento, queira se desenvolver. É preciso pagar um preço, sim, porque não é para qualquer um. A pessoa precisa ser desenvolvida em habilidades, comportamentos e atitudes", recomenda a fundadora da Escola Voe Alto.



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