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Falta de fluência em inglês torna-se barreira para quem busca trabalho no exterior

  • Foto do escritor: Jonas Barbetta
    Jonas Barbetta
  • 1 de jul. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 29 de jul. de 2025

Com apenas 1% da população da brasileira fluente na língua inglesa, dominar o idioma universal dos negócios pode ser decisivo na hora de conseguir emprego fora do país


Ganhar em dólar e ter uma oportunidade de viver em um país com mais qualidade de vida é o desejo de muitos brasileiros que sonham em trabalhar legalmente em uma empresa multinacional. Apesar de terem muitas habilidades, estudos e experiências, grande parte dessas pessoas acaba deixando inúmeras possibilidades escaparem por um simples detalhe: não falar uma segunda língua.


Dados do Relatório Global de Contratações Internacionais 2024, da Deel, empresa de tecnologia de RH e folha de pagamento, mostraram que aumentou em mais de 50%, em relação ao ano anterior, o número de brasileiros contratados por empresas estrangeiras. O destaque fica para a cidade de São Paulo, que ocupou o quinto lugar no ranking mundial. Buenos Aires (Argentina), Londres (Inglaterra), Bogotá (Colômbia) e Lahore (Paquistão) lideram a lista. [confira o relatório completo aqui]


No Brasil, estima-se apenas 5% da população têm conhecimentos básicos da língua inglesa e cerca de apenas 1% pode ser considerado fluente no idioma, o que coloca o país com um dos níveis mais baixos no mundo no que se refere ao ensino de língua estrangeira, de acordo com pesquisa realizada pela British Council, uma das principais referências de estudos e difusão da língua inglesa no mundo. A situação é crítica sobretudo no ensino público, mas até quem sempre estudou em escolas privadas precisa recorrer a cursos ou aulas particulares por fora se tiver planos de conquistar uma carreira internacional.


Com os avanços constantes na tecnologia e comunicação global, contratar talentos em outros países pode ser vantajoso para uma empresa que oferece trabalhos presenciais - neste caso envolvendo a mudança do trabalhador contratado para outro país - ou remotamente - sem a necessidade de ser transferido. Em qualquer um dos dois casos, dominar o inglês, ainda que não perfeitamente como um nativo, é o ponto de partida para quem sonha em ter uma carreira no exterior.


"Para se candidatar a uma vaga internacional, o candidato tem que ter fluência na língua inglesa. Muitos candidatos colocam [no curriculum] que têm fluência no idioma, mas não conseguem se dar bem em uma entrevista de emprego em inglês. Isso se torna um desafio ainda maior pelo fato de a maioria das entrevistas ser online, o que por si só já é uma barreira de comunicação", destaca Flavia Lorenzi, que trabalhou por mais de 20 anos no RH da Embraer no Brasil e hoje é responsável pela trilha de soft skill da empresa Alpha Lumen, em São José dos Campos - SP.


Segundo Flavia, somente o talento e um curriculum bom não são garantia de sucesso se a comunicação entre empregador e empregado não for clara, o que poderia gerar resultados que não atenderiam as necessidades da empresa, e cita um fator decisivo no processo de seleção.


"O diferencial é saber falar mais do que certificados de cursos de inglês, porque as empresas multinacionais promovem muitas interações e reuniões com profissionais de várias partes do mundo e estes profissionais têm que defender ideias e discutir soluções", reforça a profissional.


Para Janaína Matos, responsável pela gestão de talentos da Eve Air Mobility - subsidiária da produção de 'carros voadores' da Embraer - nos Estados Unidos, quanto mais fluência no idioma, mais opções de cargos o candidato tem.


"A Eve é brasileira, com estrutura em alguns estados dos Estados Unidos. Apesar de ser do Brasil, o inglês é um requisito indispensável, mas pode ocorrer alguma flexibilidade do nível de acordo com a posição", explica.


Com curriculum bom e inglês afiado, tudo pronto para se candidatar a uma vaga no exterior, correto?


Nem sempre. Concluídos esses critérios básicos, o candidato precisa ainda divulgar seus conhecimentos e habilidades nas redes sociais e principalmente se inteirar sobre as leis trabalhistas de cada país.


"Para quem busca uma vaga em uma empresa estrangeira, a dica que dou é focar no inglês, na adequação do LinkedIn bem completo em inglês e utilizar as ferramentas de inteligência artificial que estão surgindo para fazer as publicações", aconselha Gustavo Santiago, gerente de compensação do banco Capital One, dos Estados Unidos.


"O mais importante é ter o pré-requisito que é o direito de trabalho. Muitas pessoas aplicam para trabalharem nos Estados Unidos, esperando que a empresa vá financiar o processo, mas isso é muito raro. Você precisa ter um conhecimento extremamente escasso para uma empresa fazer isso", completa.



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